Indivíduo responsável pela morte da Vanessa Lara, pode ir a Júri Popular.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), denunciou ítalo da Silva, de 43 anos, pelo assassinato da estudante de Psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos. O crime ocorreu no início deste ano, no município de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a denúncia, o acusado poderá ser levado a júri popular e responder por estupro, homicídio qualificado - caracterizado pela crueldade, pela tentativa de ocultar outro crime e pelo feminicídio — além de ocultação de cadáver.
As investigações apontam que o crime aconteceu no dia 9 de fevereiro, após Vanessa sair do trabalho e seguir para um ponto de ônibus, de onde retornaria para casa, em Pará de Minas.
Imagens de câmeras de segurança indicam que o suspeito passou a seguir a vítima até abordá-la em uma área de mata próxima à rodovia MG-262, no bairro Bela Vista, onde teria ocorrido o abuso sexual.
Segundo o Ministério Público, a jovem foi morta por estrangulamento, utilizando cabos de notebook. A acusação sustenta que o homicídio teve como objetivo esconder o crime sexual.
Após o assassinato, o homem teria colocado o corpo em uma mala e o escondido dentro de uma manilha de drenagem, cobrindo o local com vegetação para dificultar a localização. O corpo toi encontrado no dia seguinte, 10 de fevereiro.
A promotora responsável pelo caso solicitou a condenação do acusado, a manutenção de sua prisão preventiva e o pagamento de uma indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima.
Atualmente, o suspeito está detido no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves. Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, ele será julgado pelo Tribunal do Júri.
Ainda conforme o histórico criminal, ítalo da Silva já havia sido condenado a quase 39 anos de prisão por diversos crimes, incluindo roubos, estupros, atentado violento ao pudor, turto e resistência.